Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parnaíba

A Igreja do Rosário é uma das mais antigas de Parnaíba. Deve-se ao seu nome a denominação de Largo do Rosário a um dos jardins da antiga Praça da Graça (antes da reforma de 1982).Construída por escravos no século XVIII, mandado por Domingos Dias da Silva, sua construção teve por objetivo servir de local para celebração dos escravos, que não podiam entrar na igreja de Nossa Senhora das Graças, a padroeira da igreja é Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros.

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Localiza-se na mesma praça que a igreja de Nossa Senhora das Graças, a poucos metros uma da outra, é um dos traços peculiares de Parnaíba, e para entendê-lo levamos em consideração um tempo em que o homem negro mantinha-se subjugado às ordens de um senhor branco, assim, poderemos compreender que tais igrejas, embora pertencentes ao um mesmo culto, dividia os homens, sendo os brancos na de Nossa Senhora da Graça, e os negros na do Rosário.

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Sua fachada é bem simples, sem detalhamento, e possui uma única porta, tendo sido outras duas fechadas ainda no século XIX. Foi sede a inúmeras associações religiosas, a citar: Arquiconfraria do Rosário; Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Associação das Filhas de Maria Rosaristas, dentre outras. Segundo informações de Giovanni Barros, entusiasta e pesquisador da história de Parnaíba, uma antiga reforma na igreja do Rosário desenterrou uma dessas faces do horror: foram encontrados os ossos de uma pessoa acorrentada, que se supõe sejam de um escravo ou talvez de um criminoso condenado.

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Supõe-se, até, que o corpo tenha sido enterrado vivo! “Muitas outras ossadas foram ali encontradas, não se sabe se pelo mesmo motivo ou por se tratar de um cemitério”, afirma o pesquisador Foi sede de inúmeras associações religiosas, a citar: Arquiconfraria do Rosário; Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Associação das Filhas de Maria Rosaristas, dentre outras.

Altar-mor (Google Imagens)

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FONTE: Patrimônio Histórico PHB

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Espaço Cultural Christino Castro – Floriano

Empresário, comerciante, industrial e pioneiro-desbravador da região sul do Piauí na década de 30 do século XX.  Christino Raimundo de Castro, que agora completaria 121 se vivo fosse, nasceu no dia 24 de julho de 1891 na pequena cidade de Nova Iorque, sul do Estado do Maranhão.

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Contudo, na década de 40, a malária adquirida por Christino Castro nessa região e, depois, os terríveis efeitos da 2ª Guerra Mundial  sobre a economia do nosso país, estancaram o comércio com o exterior, levando a sua firma à paralisação dos negócios. Após longos anos de luta e sofrimentos, deu-se a sua dissolução. Era o fim de uma era dourada na região e o sonho de transformar Floriano no Pólo Agropecuário e Industrial do Nordeste. 

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No dia 29 de outubro de 1953, elevado a Município pela Lei nº 895, votada pela Assembléia Legislativa do Piauí, o povoada Nova Lapa, desmembrado do Município de Bom Jesus, recebeu o nome de Cristino Castro, em homenagem ao pioneiro e industrial estabelecido na região.

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Com essa homenagem, o sonho de Cristino Castro – o “Mauá do Piauí” (DEMES, Josefina) –  visando o progresso do rico vale do Gurguéia não acabou.  Permanece hoje como grande desafio lançado às novas gerações e aos governantes

FONTE: Fundac, ffCastro

Cemitério do Batalhão do Jenipapo – Campo Maior

O Cemitério do Batalhão do Jenipapo, localizado no município de Campo Maior, foi homenageado em Selo Postal, juntamente com quatro outros cemitérios tombados pelo patrimônio histórico cultural do Brasil. O Cemitério do Batalhão (PI), foi representado por algumas sepulturas e uma árvore, destacando a beleza e a simplicidade do lugar.

Dono da notícia

Dono da notícia

O cemitério do Batalhão, localizado no município de Campo Maior/PI, foi tombado pelo IPHAN em 1938 e inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes. Um dos mais importantes marcos da história do Piauí e da Independência do Brasil, o Cemitério do Batalhão guarda os restos mortais dos heróis da Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, entre brasileiros armados apenas de foices, facões, espadas, espetos e velhas espingardas; e as tropas da cavalaria e infantaria do exército português, lideradas pelo Major Fidié.

Teresina Panorâmica

Teresina Panorâmica

As sepulturas do Cemitério do Batalhão são marcadas apenas por montes de pedras soltas e uma cruz de madeira, sem inscrições ou qualquer adorno.

Diário universal

Diário universal

FONTE: Dono da Notícia

OPALA – Pedro II

Entre os atrativos de Pedro II, encontram-se as opalas  que se distinguem pela sua beleza e múltipla utilidade. As minas se espalham pelas cercanias de onde se extraem as pedras brutas, lapidadas até hoje de forma artesanal e rudimentar. As opalas são utilizadas como adorno, servindo para a produção de brincos, colares e anéis, e também talismã energético por sua grande concentração de luz.

Opalas Pedro II

Opalas Pedro II

Pedro II possui uma característica desconhecida de muitos. Lá existe uma das únicas regiões de garimpo de opala da América Latina e, no mundo, só são encontradas na Guatemala, México, Austrália, Estados Unidos e Japão. As pedras de Pedro II são muito mais resistentes e de melhor qualidade plástica do que as dos concorrentes.

Revista Globo Rural

Revista Globo Rural

A opala é uma pedra abundante no município. Existem basicamente três tipos: a opala negra, de cor preta; a opala de fogo, de cor vermelha; e a opala nobre, considerada extra, com sete cores. A opala é a “pedra da lua”, por apresentar a cor do satélite terrestre. Ao chegar ao consumidor final, passa por um trabalhoso processo que envolve desde as escavações até a delicada forma de lapidação.

Opalas Pedro II

Opala Matriz (Opalas Pedro II)

Existem muitas versões para a descoberta da opala em Pedro II. Uma delas conta que tudo aconteceu a partir dos botões da camisa de um antigo morador da cidade. Ao encontrar o mineral, o cidadão resolveu cortá-lo em forma de botão e usá-lo na camisa, chamando a atenção das pessoas.

Acervo Pessoal

Acervo Pessoal

Outra versão conta que o processo de polimento se iniciou com a observação do conteúdo do papo de uma galinha que, ao ciscar no cascalho, engolia as opalas. A sua natureza avícola se encarregava de polir as pedras, encontradas já reluzentes em seu papo.

Opalas Pedro II

Opalas Pedro II

FONTE: Secretaria de Estado do Turismo

Igreja de N.S. das Mercês – Jaicós

Em 1711 o Governador João Pereira Caldas, atendendo as reclamações de fazendeiros e dos jesuítas determinou que o Capitão de campo Bernardo de Carvalho e Aguiar aldeiasse nas terras do Coronel Antonio Borges Leal Marim, rico fazendeiro pernambucano, de origem portuguesa, que fixara residência na fazenda Bocaina, no ano de 1712. Bernardo de Carvalho e Aguiar lhe escreveu ao fazendeiro em 13 de junho de 1714, pedindo-lhe que o ajudasse a não só aldeiar os índios já dispersos, mas ainda, que aceitasse o arraial em suas terras.

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Após uma dificílima marcha de seis meses se conseguiram que voltassem ao Piauí pouco mais de uma centena de Jaicós, para as terras do Coronel Borges Marim, de nome Cajueiro. Nesse período os jesuítas já faziam missões nesses sertões e com eles alguns mercedários, que com ato de Fé, consagraram a aldeia a Nossa Senhora das Mercês, e construíram a capela a ela dedicada e inaugurada em 05 de março de 1723, que passou regularmente por um pároco, entronizando a pequena imagem esculpida em madeira, com cerca de 43cm de altura, que ainda existe, guardada em perfeito estado de conservação.

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Com o afastamento de Bernardo de Carvalho e Aguiar da direção militar da porção da Capitania, a aldeia e missão entraram em decadência. Em 1731, se fez um novo aldeamento. Em 1741, a Missão tinha como capelão o padre Francisco Ribeiro da Fonseca. Na sua provisão constava também a autorização para benzer a Igreja da Missão.

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No ano de 1801, o bispo do Maranhão, D. Luiz de Brito Homem, autorizou que fossem criadas 03 Paróquias em território piauiense: São Gonçalo do Amarante, Nossa Senhora das Graças da Parnaíba e Nossa Senhora das Mercês em Jaicós. O ato episcopal criando as referidas paróquias só foi promulgado em 12 de julho de 1805. Sendo a Paróquia de Jaicós instalada em 25 de setembro no ano seguinte e seu primeiro Pároco foi o padre Antônio Delfino da Cunha.

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Em substituição à capelinha edificada pelos jesuítas, o célebre Padre Marcos de Araújo Costa, idealizou e fez construir a atual matriz concluída em 1837 e solenemente consagrada a Nossa Senhora das Mercês, no dia 24 de setembro do mesmo ano. Atualmente celebrada de 15 a 24 de Setembro com a participação de muitos devotos.

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FONTE: Paróquia de Jaicós

Sobrado Nepomuceno (Paço Episcopal) – Oeiras

Atual Museu de Arte Sacra. É um exemplo singular da arquitetura civil do século XIX, localizado na Praça Nossa Sra. das Vitórias. Foi residência do capitão-mor João Nepomuceno de Castelo Branco (seu construtor) que, em 1817, recebeu a Carta de Brasão de Armas – o mesmo que permaneceu, até 1930, na fachada do sobrado e tido como da família dos Castelo Branco ou dos Burlamarqui.

HPID

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A carta era um diploma manuscrito e ricamente ilustrado concedido pelo rei ou governador a um indivíduo, dando-lhe o direito de usar as armas ou brasão nela especificado.

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Na primeira metade do século XX, o sobrado foi vendido para o governo local e ali funcionou a Câmara e o Tribunal do Júri. Reformado na década de 1950, os principais responsáveis pelas obras foram os mestres Bastim e Assis de Julim.

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O imóvel apresentava uma curiosa influência de elementos clássicos aportuguesados e uma composição ritmada de sua fachada em contraste com a fachada posterior, de expressão mais popular com o seu grande 
avarandado.

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FONTE: IPHAN

Clube dos Diários – Teresina

O Clube dos Diários é uma bela construção eclética de 1922, originalmente destinada a ser um clube social e que hoje abriga um dos mais importantes centros culturais da cidade, localizado no cruzamento das ruas Álvaro Mendes e 13 de Maio.

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Sua fachada é simétrica, com amplas janelas pareadas e colunas coríntias no hall de entrada Sua cobertura é feita com telhas francesas do tipo chalet, sendo o madeiramento trabalhado. O teto do antigo salão de baile, atual salão de exposições, também é de madeira trabalhada, com um belo lustre de cristal em sua porção central.

Som da arquitetura

Som da arquitetura

O Clube dos Diários foi clube de elite de Teresina, e palco de inúmeros acontecimentos sociais, políticos e culturais, tendo como primeiro presidente o professor Agripino Oliveira. Sua origem remonta bem antes da construção da sua sede própria, quando funcionava de maneira provisória na residência conhecida como Campina Modesta. Em 1925, o então governador Matias Olímpio doou o terreno de propriedade do Estado, adjacente ao Theatro 4 de Setembro, para a construção da sede definitiva, que teve início no mesmo ano, e foi executada pelo mestre de obras paraense B. Coelho.

Som da arquitetura

Som da arquitetura

Após anos de abandono, no ano de 1996 a edificação foi restaurada e hoje abriga um espaço cultural, com áreas para exposições, oficinas, cinema de arte e a parte externa para apresentações de bandas tendo como destaque o Projeto Boca da Noite realizado ás quarta-feira com apresentações de bandas locais.

Teresina paranorâmica

Teresina panorâmica

FONTES: Teresina Panorâmica; Teresina me Fascina

Casa do Visconde da Parnaíba – Oeiras

A construção, datada do início do século XIX, possui grande valor histórico por se tratar de uma típica casa de morada do Piauí Colonial, e também por ter servido de residência ao Visconde da Parnaíba, que governou a Província do Piauí durante vinte anos.

Fundac

Fundac

A casa é térrea com partido de morada inteira e puxado em “L”, limitando o pátio e separando-o dos quintais. Situada em nível superior à rua com escadarias de acesso à frente, hoje descaracterizada, apresenta na fachada equilíbrio entre os cheios e vazios.

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Encontra-se atualmente descaracterizada no que diz respeito a algumas esquadrias, piso, etc. A casa hoje funciona como residência e comércio. Porém se faz necessário a restauração do imóvel.

FONTE: Fundac

Mosteiro das Monjas Concepcionistas – Floriano

A cidade de Floriano tem as monjas Concepcionistas seu testemunho e amor a oração faz a cidade receber graças. Foi fundado no dia 11 de fevereiro de 1995, Mosteiro da Imaculada Conceição por divina Providência, que em seus desígnios escolheu e preparou para esta Obra almas eleitas, Monjas fervorosas e dinâmicas que residiam no Mosteiro dedicado a Santa Beatriz, em Floriano.

Federação Imaculada Conceição

Federação Imaculada Conceição

Fiéis seguidoras dos exemplos de nossa Mãe Santa Beatriz, e nutrindo grande amor pela Imaculada Conceição, desejavam ardentemente expandir e propagar a Ordem tão querida por Ela, com a fundação de novos Mosteiros.

Federação Imaculada Conceição

Federação Imaculada Conceição

Esta cidade de Floriano foi escolhida para a fundação deste Mosteiro da Imaculada Conceição.A data de 11 de Fevereiro de 19995 tornou-se um marco na história de Floriano, quando a cidade se movimentou para receber naquele dia, as primeiras Irmãs Concepcionistas que vieram habitar o novo Mosteiro.

Monsteiro

Curiosidades

  • O Mosteiro  das Monjas Concepcionistas – Floriano completa 20 anos em 2015.
  • Um total de 44 Mosteiros pelo Mundo.
  • As Concepcionistas foram, cronologicamente falando, as primeiras monjas do Novo Mundo.
  • No Brasil, atualmente, existem 19 mosteiros, 3 deles estão no Nordeste, 1 deles em Floriano-Piauí.
  • A Ordem da Imaculada Conceição foi criada em 1484, por Santa Beatriz.

FONTE: Ordem da Imaculada Conceição

Monumento do Sesquicentenário da Independência do Piauí – Parnaíba

Conjunto de três prismas retangulares revestidos de placas de mármore e pela indicação, representam os três centros políticos do Piauí que lutaram pela independência: Parnaíba, Campo Maior e Oeiras. 

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Localizado em frente ao colégio Diocesano na Avenida Capitão Claro, marco dos 150 anos da Independência do Piauí. Construído e Inaugurado pelo governador Alberto Tavares Silva no dia 19 de outubro de 1972.

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Curiosidades

  • O monumento foi criado no período de grande ufanismo em todo o Brasil e de simpatia pela Revolução de 1964.
  • Cada prisma representa cada um dos líderes do movimento separatista: Simplício Dias, João Cândido de Deus e Silva e Miranda Osório.  
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FONTE: Jornal da Parnaíba;  Pro Parnaíba