Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parnaíba

A Igreja do Rosário é uma das mais antigas de Parnaíba. Deve-se ao seu nome a denominação de Largo do Rosário a um dos jardins da antiga Praça da Graça (antes da reforma de 1982).Construída por escravos no século XVIII, mandado por Domingos Dias da Silva, sua construção teve por objetivo servir de local para celebração dos escravos, que não podiam entrar na igreja de Nossa Senhora das Graças, a padroeira da igreja é Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros.

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Localiza-se na mesma praça que a igreja de Nossa Senhora das Graças, a poucos metros uma da outra, é um dos traços peculiares de Parnaíba, e para entendê-lo levamos em consideração um tempo em que o homem negro mantinha-se subjugado às ordens de um senhor branco, assim, poderemos compreender que tais igrejas, embora pertencentes ao um mesmo culto, dividia os homens, sendo os brancos na de Nossa Senhora da Graça, e os negros na do Rosário.

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Sua fachada é bem simples, sem detalhamento, e possui uma única porta, tendo sido outras duas fechadas ainda no século XIX. Foi sede a inúmeras associações religiosas, a citar: Arquiconfraria do Rosário; Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Associação das Filhas de Maria Rosaristas, dentre outras. Segundo informações de Giovanni Barros, entusiasta e pesquisador da história de Parnaíba, uma antiga reforma na igreja do Rosário desenterrou uma dessas faces do horror: foram encontrados os ossos de uma pessoa acorrentada, que se supõe sejam de um escravo ou talvez de um criminoso condenado.

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Supõe-se, até, que o corpo tenha sido enterrado vivo! “Muitas outras ossadas foram ali encontradas, não se sabe se pelo mesmo motivo ou por se tratar de um cemitério”, afirma o pesquisador Foi sede de inúmeras associações religiosas, a citar: Arquiconfraria do Rosário; Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Associação das Filhas de Maria Rosaristas, dentre outras.

Altar-mor (Google Imagens)

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FONTE: Patrimônio Histórico PHB

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Monumento do Sesquicentenário da Independência do Piauí – Parnaíba

Conjunto de três prismas retangulares revestidos de placas de mármore e pela indicação, representam os três centros políticos do Piauí que lutaram pela independência: Parnaíba, Campo Maior e Oeiras. 

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Localizado em frente ao colégio Diocesano na Avenida Capitão Claro, marco dos 150 anos da Independência do Piauí. Construído e Inaugurado pelo governador Alberto Tavares Silva no dia 19 de outubro de 1972.

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Curiosidades

  • O monumento foi criado no período de grande ufanismo em todo o Brasil e de simpatia pela Revolução de 1964.
  • Cada prisma representa cada um dos líderes do movimento separatista: Simplício Dias, João Cândido de Deus e Silva e Miranda Osório.  
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FONTE: Jornal da Parnaíba;  Pro Parnaíba

ESTAÇÃO FLORIÓPOLIS

A estação Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha entre Luiz Correia e Cocal. Fica entre Parnaíba e Luiz Correia, antes da ponte metálica que separa os dois municípios.

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IMAGEM: deborahpk.wordpress.com

“Apesar de localizada próxima ao conjunto residencial Jardim Vitória, portanto fora dos limites do Centro Histórico de Parnaíba, a Estação Floriópolis merece ser destacada, pois é a representação dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Ela integrou a E.F. Central do Piauí e foi construída na primeira (?) década do século XX para servir de ponto de embarque no trecho Parnaíba-Luis Correia. Dezenas de trabalhadores da EFCP abriram caminho para o mar e auxiliaram na construção da ponte sobre o Rio Portinho, que ligava as duas cidades.

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Floriópolis foi uma das mais antigas e movimentadas estações da região e apresentava, além do prédio de embarque, uma Casa de Turma (local de trabalho e alojamento dos funcionários). O trabalho era gerenciado pelo chefe da estação ou feitor, cuja residência localizava-se ao lado da estação.

O trem saía de Parnaíba, passava por Catanduvas (antigo aeroporto), Estação Floriópolis, Pau d’Arco (próximo ao Country Club) e Bela Mina (ponte metálica na divisa dos dois municípios) para então chegar a Estação Central de Luis Correia. Em 1974, o trecho foi desativado, permanecendo ativa por mais alguns anos apenas a linha Parnaíba-Teresina. Ao longo dos trilhos, é possível encontrar outras pequenas estações, galpões, pontos de embarque, todos igualmente abandonados e deteriorados. Somente a casa do chefe da estação, habitada pela família de um antigo feitor, está parcialmente conservada” (Dossiê de Tombamento de Parnaíba, feito pelo IPHAN, de maio de 2008, enviado por Anna Finger, 31/10/2008).

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Ainda hoje está de pé, recentemente restaurada, como um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil.
(Fontes: Anna Finger; Elmar Carvalho; IPHAN: Dossiê de Tombamento de Parnaíba, 2008; IBGE, 1960; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)

FONTE: Estações Ferroviárias

Santa Casa de Misericórdia – Parnaíba – Piauí – Brasil

Fundada em 26 de Abril de 1896 por um grupo de parnaibanos, liderados pelo juiz da época, Dr. Manoel Fernandes de Sá Antunes, devido ao surto de gripe chamada de peste bubônica ou gripe espanhola que se espalhou por toda a região, atraída pelo grande numero de escravos que chegavam a Parnaíba. Naquele tempo o município de Parnaíba ainda não existia nenhum tipo de serviço de pronto socorro e nem hospital público, a situação só se agravava.

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Foi ai que baseado nas ideias da princesa Dona Eleonora, de Portugal e do frade espanhol, Frei Michel, surgiu á criação da Santa Casa. O primeiro hospital de Parnaíba onde cada pavilhão foi construído por um parnaibano. O hospital funcionava apenas com dois funcionários: um homem e uma mulher.

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Lateral do prédio

Curiosidade

Cada pavilhão foi construída por um parnaibano.

FONTE: ProParnaíba

Ponte Simplício Dias da Silva – Parnaíba – Piauí – Brasil

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A Ponte Simplício Dias em Parnaíba faz parte da história da cidade, inaugurada em 10 de março de 1975 pelo ex-governador Alberto Tavares Silva e pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, por ela, dezenas de pessoas e veículos trafegam, diariamente.

A ponte Simplício Dias liga Parnaíba a diversas comunidades, como o bairro de Santa Isabel, a praia da Pedra do Sal e a cidade de Ilha Grande do Piauí, e está localizada sobre o Rio Igaraçu, um dos efluentes do Rio Parnaíba, unindo o continente a Ilha Grande de Santa Isabel. Com sua forma de caixão celular de concreto armado e protendido, com 9,20 m de largura total e 300 m de extensão, com largura de 6 m, não apresenta nível de vibração elevado e o fluxo de cargas pesadas é baixo, em 2015 a Ponte Simplício Dias completa 40 anos.

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FONTE: JornalDaParnaíba

Porto das Barcas – Parnaíba – Piauí – Brasil

O Porto das Barcas é um dos principais pontos turísticos de Parnaíba e fica localizado aos pés da ponte que liga o continente à Ilha Grande de Santa Isabel, às margens do rio Igaraçu. Foi tombado como Patrimônio Histórico pelo IPHAN no dia 11 de Setembro de 2008.

História

No início do século XX foram construídos grandes armazéns para estocar mercadorias como cera de carnaúba e babaçu para exportar para países da Europa como Portugal, Espanha, Inglaterra e Alemanha. O comércio era intenso e a região alcançou um alto grau de prosperidade. Em meados da década de 1940, o mercado internacional entrou em crise, Parnaíba perdeu espaço e o Porto das Barcas acabou ficando sem utilização dando início ao declínio da região.

O que você irá encontrar
Foto por: Jordânia Siqueira

Foto por: Jordânia Siqueira

Atualmente, o Porto das Barcas é a porta de entrada para o Delta do Parnaíba concentrando diversas agências e pousadas além de lojas de artesanato. O local conta com um posto de polícia, bares, restaurantes e amplo estacionamento. Percorrendo o Porto das Barcas você encontrará as ruínas, um espaço muito bonito que guarda importantes momentos da história do Piauí. O ambiente rústico, as ruas estreitas e os prédios históricos complementam a paisagem do local. No Porto das Barcas você também encontrará artesanato da região, que se reflete nos mais variados estilos e peças, da opala de Pedro II aos quadros pintados por artistas plásticos parnaibanos, passando pela arte santeira e lembranças da visita ao Delta do Parnaíba.

Onde antigamente estava a base da economia da cidade, hoje se respira cultura e preservação, ao mesmo tempo em que se pode dispor de área de lazer e turismo. Venha conhecer Parnaíba, cidade de clima agradável e povo hospitaleiro.

FONTE: DeltaRioParnaiba