Cajuína: Patrimônio Imaterial – Piauí

A cajuína é uma típica bebida do Nordeste brasileiro, produzida e consumida nos estados do Maranhão, do Ceará e do Piauí, é mais comum neste último, onde se tornou um dos mais conhecidos, difundidos e festejados símbolos da cultura popular. Seu nome deriva do “acaju” ou “acâi-ou”, do tupi “fruto que se produz, fruto do pomo amarelo”, que é o caju como se conhece e se aprecia hoje.
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Em 2014, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sacramentou o registro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí como Patrimônio Cultural Brasileiro. Entre as razões alegadas, uma certeza que há séculos havia nos corações e mentes dos nordestinos: a cajuína é mais do que uma bebida ou um item obrigatório em festividades típicas, é um elemento que faz convergir os valores de hospitalidade e os laços entre as famílias produtoras.
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O pedido de registro foi apresentado pela Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí (Cajuespi), com apoio do Governo do Piauí e com o entendimento de que se trata de um bem cultural surgido a partir de um ritual socioafetivo – antigamente, as garrafas eram dadas de presente em aniversários, batizados, casamentos e outros eventos comemorativos. Sua presença é um forte componente no processo de pertencimento e identidade dos piauienses e brasileiros.
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Curiosidades
  • A origem da cajuína está alicerçada na história indígena.
  • O caju, originário da Amazônia, chegou ao Nordeste no processo migratório e prosperou a ponto de se transformar em uma das frutas mais associadas à região
  • Feita de maneira artesanal, não contém aditivos químicos artificiais em sua composição e produção.
Caju  (Google imagens)

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FONTE: Fundaj

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Usina termoelétrica Leônidas Melo – Município de Barras

Em 1930, foi instalada a famosa usina velha. O Prefeito era Osório Pires da Mota. A usina funcionava no prédio onde hoje é a Câmara de Vereadores. Os restos mortais da velha usina encontram-se, hoje, no espaço em frente ao Conjunto Petrônio Portela. A usina era de fabricação alemã e chegou ao Porto de Amarração, vinda da Europa, de onde seguiu em barco à vapor até a cidade de Porto.

180Graus

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De Porto à Barras foram mais de trinta homens se revezando, sob o comando do Sr. Antenor de Castro Rego, (avô de Dr. Manin Rego), conduzindo em quatro rodas de ferro puxadas por uma junta de dez bois a gerigonça de quase cinco toneladas. Imagine a trabalheira. 72 km de obstáculos: areal, lamaçal, ladeiras, riachos e lagoas. Era o progresso desbravando os sertões e chapadas para iluminar as Barras do Maratahoan.

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FONTE: 180Graus

Chapada do Bidoca – Piracuruca

No município de Piracuruca existe um caminho que remete o Piauí e o Brasil à época da colonização nordestina. Estamos falando da Chapada do Bidoca, que recebeu esse nome por causa de um coronel que viveu nessa localidade rural, o senhor Raimundo Machado de Brito, mas conhecido como “Seu Bidoca de Brito”, homem que viveu um período de muita riqueza e abundância.

ÍNDIO APAHE

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A importância do lugar, que fica a 220 km da capital piauiense, está na predominância dos elementos que foram fundamentais no processo de colonização do nordeste: a carnaúba, transformada em símbolo da região nordestina; o vaqueiro, personalizado com o símbolo do couro; a capela e a cruz que expressam símbolos da fé humilde e forte do povo, elementos ainda vivos na região.A Chapada, bastante conhecida pelos piracuruquenses, ganhou a pouco tempo, destaque nacional, em fotos que foram parar em 130 mil cartões telefônicos.

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Este é mais um exemplo das inúmeras belezas que o Piauí ainda guarda, mas que mais cedo ou mais tarde, acabam sendo reveladas por seus próprios filhos, como forma da valorização da estima piauiense.

Curiosidades

A chapada do Bidoca é composta de uma capela, um cemitério e ruínas de antigo casarão

FONTE: Portal Piracuruca

A Fábrica de Laticínios – Campinas do Piauí

A Fábrica de Laticínios de Campinas, que deu origem ao município de mesmo nome, estava inserida dentro do projeto do engenheiro agrônomo Francisco Parentes : o estabelecimento rural São Pedro de Alcântara , para ensino prático de agricultura e zootecnia , cujas finalidades eram promover a prosperidade agrícola do Piauí e a conversão de escravos e seus descendentes em pessoas livres.
NostalgiaPiauhy

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Com a morte de Francisco Parente, a colônia entra em falência . Em 1889 as terras em que estavam implantadas o projeto de Parentes são entregues ao engenheiro Antõnio José Sampaio , que idealizou uma nova empresa, mais ambiciosa .Em abril de 1897, Sampaio inaugurou a Fábrica de Laticínios, funilaria, maquinismo para o preparo de manteiga , máquina de gelo e serraria a vapor. Uma indústria pioneira no Piauí e todo Norte/ Nordeste do Brasil, cuja matéria-prima provinha das fazendas nacionais . Seu maquinário, trazido da Inglaterra por transporte marítimo e fluvial – rio Parnaíba, era extraordinário para a época.
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O projeto não teve êxito pleno, pois só a Fábrica de Laticínios chegou a funcionar, produzindo boa manteiga até o ano de 1947.
Curiosidades 
  • Nos dias de hoje o prédio encontra-se em péssimo estado de conservação, abandonado, necessitando de uma revitalização e restauração para servir de instrumento de resguardo das peculiaridades regionais pouco conhecida da história brasileira e de promoção da própria cidade.
  • O maquinário veio da Inglaterra através de transporte marítimo e fluvial e era considerado extraordinário para a época.
Foto atual (Google imagens)

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FONTE: Fundac

Casa de Odilon Nunes – Amarante

Casa de Odilon Nunes localizado em frente à Praça da Bandeira levam o visitante aos mais diferentes períodos históricos da sociedade piauiense. Fundado em 1941, o casarão era a antiga residência do Comendador Manoel Jacob Almendra, e também já foi sede do Governo Estadual. Em 1980, foi restaurado e tornou-se cenário para a cultura. Desde então, o Museu vem  ampliando seu acervo e mantendo o compromisso com a preservação do patrimônio histórico e cultural piauiense. Imóvel construído na última década do século XIX, pelo Capitão da Guarda Nacional Gil José Nunes, pai do historiador Odilon Nunes, que nasceu nessa casa em 1889.

Fundac

Fundac

Atualmente, depois de restaurada, a edificação abriga o Centro Cultural de Amarante, com museu, biblioteca e espaço para cursos e exposições.

Curiosidades

Em 1930, Odilon Nunes fundou no local o Ginásio Amarantino, que funcionou também em regime de internato.

Fundac

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Com um acervo com mais de 7 mil peças que contam a história de Teresina, a primeira capital planejada do Brasil, o Museu do Piauí Casa de Odilon Nunes é parada obrigatória para quem visita a cidade.

Atualmente, depois de restaurada, a edificação abriga o Centro Cultural de Amarante, com museu, biblioteca e espaço para cursos e exposições.

Ganha destaque no local, a enorme tela de Dom Pedro II, pintada pelo artista plástico catarinense Victor Meirelles de Lima, em 1875, que era bastante próximo da família imperial, e constantemente realizava retratos de seus integrantes.

Conhecendo Museus

Conhecendo Museus

FONTES: Fundac; Conhecendo Museus

ESTAÇÃO FLORIÓPOLIS

A estação Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha entre Luiz Correia e Cocal. Fica entre Parnaíba e Luiz Correia, antes da ponte metálica que separa os dois municípios.

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IMAGEM: deborahpk.wordpress.com

“Apesar de localizada próxima ao conjunto residencial Jardim Vitória, portanto fora dos limites do Centro Histórico de Parnaíba, a Estação Floriópolis merece ser destacada, pois é a representação dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Ela integrou a E.F. Central do Piauí e foi construída na primeira (?) década do século XX para servir de ponto de embarque no trecho Parnaíba-Luis Correia. Dezenas de trabalhadores da EFCP abriram caminho para o mar e auxiliaram na construção da ponte sobre o Rio Portinho, que ligava as duas cidades.

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Floriópolis foi uma das mais antigas e movimentadas estações da região e apresentava, além do prédio de embarque, uma Casa de Turma (local de trabalho e alojamento dos funcionários). O trabalho era gerenciado pelo chefe da estação ou feitor, cuja residência localizava-se ao lado da estação.

O trem saía de Parnaíba, passava por Catanduvas (antigo aeroporto), Estação Floriópolis, Pau d’Arco (próximo ao Country Club) e Bela Mina (ponte metálica na divisa dos dois municípios) para então chegar a Estação Central de Luis Correia. Em 1974, o trecho foi desativado, permanecendo ativa por mais alguns anos apenas a linha Parnaíba-Teresina. Ao longo dos trilhos, é possível encontrar outras pequenas estações, galpões, pontos de embarque, todos igualmente abandonados e deteriorados. Somente a casa do chefe da estação, habitada pela família de um antigo feitor, está parcialmente conservada” (Dossiê de Tombamento de Parnaíba, feito pelo IPHAN, de maio de 2008, enviado por Anna Finger, 31/10/2008).

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Ainda hoje está de pé, recentemente restaurada, como um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil.
(Fontes: Anna Finger; Elmar Carvalho; IPHAN: Dossiê de Tombamento de Parnaíba, 2008; IBGE, 1960; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)

FONTE: Estações Ferroviárias

Espaço Cultural Maria Bonita (Teatro) – Floriano – Piauí – Brasil

A antiga Usina Maria Bonita deu lugar ao Espaço Cultural adotando o mesmo nome, tendo peças históricas e teatro. O prédio da 1º Escola Agrícola do Brasil transformou-se no Terminal Turístico Beira Rio, que abriga o Escritório de Informações onde funciona a Regional Centro -Sul da Empresa de Turismo do Piauí – PIEMTUR, restaurante bar, sorveteria e espaço para apresentações culturais.

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O Espaço Cultual Maria Bonita é um dos pontos turísticos da cidade de Floriano. Nele são apresentados e realizados diversos encontros artísticos. Porém, o espaço está passando por uma reforma e os artistas florianenses e os grupos artísticos que vêm de fora não estão tendo um local para fazerem suas apresentações.

Inauguração da usina (Google imagens)

FONTE: Floriano News

A Casa Antiga da Intendência de Piracuruca – Piauí – Brasil

A Casa Antiga da Intendência de Piracuruca é símbolo da identidade cultural dessa comunidade. Referencial da memória coletiva do povo piracuruquense, representa os anseios de autonomia por muitos anos acalentados. Até consegui-la em 1832, o sentimento de coesão para a realização dos objetivos comuns dessa população foi se sedimentando, ao longo de um caminho, em que percalços e reveses arrastados ficaram registrados na sua história, testemunhada por seus logradouros mais importantes, verdadeiros monumentos do seu passado à espera do seu porvir.

Piracuruca tem em cada um dos seus habitantes, a consciência viva da importância de seus bens culturais, daí ser ela mesma uma das mais importantes cidades-monumento do Piauí, conseqüência direta da preocupação em preservar esses bens. Não foi senão por essa identidade profundamente arraigada, forjada no decorrer da sua formação histórico-social, que membros daquela comunidade provocaram uma proposta de tombamento que foi aceita, tornando-a um patrimônio tombado.

Fonte (imagem e texto): crcfundacpiaui

Santa Casa de Misericórdia – Parnaíba – Piauí – Brasil

Fundada em 26 de Abril de 1896 por um grupo de parnaibanos, liderados pelo juiz da época, Dr. Manoel Fernandes de Sá Antunes, devido ao surto de gripe chamada de peste bubônica ou gripe espanhola que se espalhou por toda a região, atraída pelo grande numero de escravos que chegavam a Parnaíba. Naquele tempo o município de Parnaíba ainda não existia nenhum tipo de serviço de pronto socorro e nem hospital público, a situação só se agravava.

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Foi ai que baseado nas ideias da princesa Dona Eleonora, de Portugal e do frade espanhol, Frei Michel, surgiu á criação da Santa Casa. O primeiro hospital de Parnaíba onde cada pavilhão foi construído por um parnaibano. O hospital funcionava apenas com dois funcionários: um homem e uma mulher.

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Lateral do prédio

Curiosidade

Cada pavilhão foi construída por um parnaibano.

FONTE: ProParnaíba

Museu da Roça – Pedro II – Piauí – Brasil

O Museu da Roça foi aberto a visitação em 2004, quando aconteceu a primeira edição do festival. Naquela época o lugar era apenas um sítio familiar, com relíquias que remontavam de décadas atrás e compunham um cenário único em meio a natureza preservada. o museu oferece outras opções de lazer como é o caso de uma cascata, redódromo, playground e ponto de alimentação. A Árvore e a Fonte dos Desejos, além de um Santuário da Fé também fazem parte dos atrativos do local.

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Museu da Roça funciona de quarta a domingo, no horário de 8h às 18h. O acesso ao local se dá pela BR 404, que liga Pedro II a Piripiri.

 

FONTE:  Capital Teresina