Cemitério do Batalhão do Jenipapo – Campo Maior

O Cemitério do Batalhão do Jenipapo, localizado no município de Campo Maior, foi homenageado em Selo Postal, juntamente com quatro outros cemitérios tombados pelo patrimônio histórico cultural do Brasil. O Cemitério do Batalhão (PI), foi representado por algumas sepulturas e uma árvore, destacando a beleza e a simplicidade do lugar.

Dono da notícia

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O cemitério do Batalhão, localizado no município de Campo Maior/PI, foi tombado pelo IPHAN em 1938 e inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes. Um dos mais importantes marcos da história do Piauí e da Independência do Brasil, o Cemitério do Batalhão guarda os restos mortais dos heróis da Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, entre brasileiros armados apenas de foices, facões, espadas, espetos e velhas espingardas; e as tropas da cavalaria e infantaria do exército português, lideradas pelo Major Fidié.

Teresina Panorâmica

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As sepulturas do Cemitério do Batalhão são marcadas apenas por montes de pedras soltas e uma cruz de madeira, sem inscrições ou qualquer adorno.

Diário universal

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FONTE: Dono da Notícia

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Sobrado Nepomuceno (Paço Episcopal) – Oeiras

Atual Museu de Arte Sacra. É um exemplo singular da arquitetura civil do século XIX, localizado na Praça Nossa Sra. das Vitórias. Foi residência do capitão-mor João Nepomuceno de Castelo Branco (seu construtor) que, em 1817, recebeu a Carta de Brasão de Armas – o mesmo que permaneceu, até 1930, na fachada do sobrado e tido como da família dos Castelo Branco ou dos Burlamarqui.

HPID

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A carta era um diploma manuscrito e ricamente ilustrado concedido pelo rei ou governador a um indivíduo, dando-lhe o direito de usar as armas ou brasão nela especificado.

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Na primeira metade do século XX, o sobrado foi vendido para o governo local e ali funcionou a Câmara e o Tribunal do Júri. Reformado na década de 1950, os principais responsáveis pelas obras foram os mestres Bastim e Assis de Julim.

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O imóvel apresentava uma curiosa influência de elementos clássicos aportuguesados e uma composição ritmada de sua fachada em contraste com a fachada posterior, de expressão mais popular com o seu grande 
avarandado.

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FONTE: IPHAN

Clube dos Diários – Teresina

O Clube dos Diários é uma bela construção eclética de 1922, originalmente destinada a ser um clube social e que hoje abriga um dos mais importantes centros culturais da cidade, localizado no cruzamento das ruas Álvaro Mendes e 13 de Maio.

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Sua fachada é simétrica, com amplas janelas pareadas e colunas coríntias no hall de entrada Sua cobertura é feita com telhas francesas do tipo chalet, sendo o madeiramento trabalhado. O teto do antigo salão de baile, atual salão de exposições, também é de madeira trabalhada, com um belo lustre de cristal em sua porção central.

Som da arquitetura

Som da arquitetura

O Clube dos Diários foi clube de elite de Teresina, e palco de inúmeros acontecimentos sociais, políticos e culturais, tendo como primeiro presidente o professor Agripino Oliveira. Sua origem remonta bem antes da construção da sua sede própria, quando funcionava de maneira provisória na residência conhecida como Campina Modesta. Em 1925, o então governador Matias Olímpio doou o terreno de propriedade do Estado, adjacente ao Theatro 4 de Setembro, para a construção da sede definitiva, que teve início no mesmo ano, e foi executada pelo mestre de obras paraense B. Coelho.

Som da arquitetura

Som da arquitetura

Após anos de abandono, no ano de 1996 a edificação foi restaurada e hoje abriga um espaço cultural, com áreas para exposições, oficinas, cinema de arte e a parte externa para apresentações de bandas tendo como destaque o Projeto Boca da Noite realizado ás quarta-feira com apresentações de bandas locais.

Teresina paranorâmica

Teresina panorâmica

FONTES: Teresina Panorâmica; Teresina me Fascina

Casa do Visconde da Parnaíba – Oeiras

A construção, datada do início do século XIX, possui grande valor histórico por se tratar de uma típica casa de morada do Piauí Colonial, e também por ter servido de residência ao Visconde da Parnaíba, que governou a Província do Piauí durante vinte anos.

Fundac

Fundac

A casa é térrea com partido de morada inteira e puxado em “L”, limitando o pátio e separando-o dos quintais. Situada em nível superior à rua com escadarias de acesso à frente, hoje descaracterizada, apresenta na fachada equilíbrio entre os cheios e vazios.

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Encontra-se atualmente descaracterizada no que diz respeito a algumas esquadrias, piso, etc. A casa hoje funciona como residência e comércio. Porém se faz necessário a restauração do imóvel.

FONTE: Fundac

Cajuína: Patrimônio Imaterial – Piauí

A cajuína é uma típica bebida do Nordeste brasileiro, produzida e consumida nos estados do Maranhão, do Ceará e do Piauí, é mais comum neste último, onde se tornou um dos mais conhecidos, difundidos e festejados símbolos da cultura popular. Seu nome deriva do “acaju” ou “acâi-ou”, do tupi “fruto que se produz, fruto do pomo amarelo”, que é o caju como se conhece e se aprecia hoje.
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Em 2014, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sacramentou o registro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí como Patrimônio Cultural Brasileiro. Entre as razões alegadas, uma certeza que há séculos havia nos corações e mentes dos nordestinos: a cajuína é mais do que uma bebida ou um item obrigatório em festividades típicas, é um elemento que faz convergir os valores de hospitalidade e os laços entre as famílias produtoras.
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O pedido de registro foi apresentado pela Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí (Cajuespi), com apoio do Governo do Piauí e com o entendimento de que se trata de um bem cultural surgido a partir de um ritual socioafetivo – antigamente, as garrafas eram dadas de presente em aniversários, batizados, casamentos e outros eventos comemorativos. Sua presença é um forte componente no processo de pertencimento e identidade dos piauienses e brasileiros.
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Curiosidades
  • A origem da cajuína está alicerçada na história indígena.
  • O caju, originário da Amazônia, chegou ao Nordeste no processo migratório e prosperou a ponto de se transformar em uma das frutas mais associadas à região
  • Feita de maneira artesanal, não contém aditivos químicos artificiais em sua composição e produção.
Caju  (Google imagens)

Caju (Google imagens)

FONTE: Fundaj

ESTAÇÃO FLORIÓPOLIS

A estação Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha entre Luiz Correia e Cocal. Fica entre Parnaíba e Luiz Correia, antes da ponte metálica que separa os dois municípios.

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IMAGEM: deborahpk.wordpress.com

“Apesar de localizada próxima ao conjunto residencial Jardim Vitória, portanto fora dos limites do Centro Histórico de Parnaíba, a Estação Floriópolis merece ser destacada, pois é a representação dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Ela integrou a E.F. Central do Piauí e foi construída na primeira (?) década do século XX para servir de ponto de embarque no trecho Parnaíba-Luis Correia. Dezenas de trabalhadores da EFCP abriram caminho para o mar e auxiliaram na construção da ponte sobre o Rio Portinho, que ligava as duas cidades.

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Floriópolis foi uma das mais antigas e movimentadas estações da região e apresentava, além do prédio de embarque, uma Casa de Turma (local de trabalho e alojamento dos funcionários). O trabalho era gerenciado pelo chefe da estação ou feitor, cuja residência localizava-se ao lado da estação.

O trem saía de Parnaíba, passava por Catanduvas (antigo aeroporto), Estação Floriópolis, Pau d’Arco (próximo ao Country Club) e Bela Mina (ponte metálica na divisa dos dois municípios) para então chegar a Estação Central de Luis Correia. Em 1974, o trecho foi desativado, permanecendo ativa por mais alguns anos apenas a linha Parnaíba-Teresina. Ao longo dos trilhos, é possível encontrar outras pequenas estações, galpões, pontos de embarque, todos igualmente abandonados e deteriorados. Somente a casa do chefe da estação, habitada pela família de um antigo feitor, está parcialmente conservada” (Dossiê de Tombamento de Parnaíba, feito pelo IPHAN, de maio de 2008, enviado por Anna Finger, 31/10/2008).

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IMAGEM: Proparnaiba.com

Ainda hoje está de pé, recentemente restaurada, como um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil.
(Fontes: Anna Finger; Elmar Carvalho; IPHAN: Dossiê de Tombamento de Parnaíba, 2008; IBGE, 1960; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)

FONTE: Estações Ferroviárias